sábado, 31 de janeiro de 2009

pinte no.

faz tempo que não pego numa paleta de tintas.
aqui quando eu pinto é tudo muito organizadinho, no potinho, sujou, limpou com água e papel secou... justo eu, que sou tão contra essa coisa metódica, organização de tudo e pá pá pá, blá blá blá, nhem nhem nhem.
[...]
acho que estou precisando pintar sem medo de me sujar.


foto: gabriella rocha

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

tum-tum, tum-tum

entre cada pedacinho do ladrilho da parede você está.
você está aqui ao meu lado, em cima de mim, por baixo também.
te encontro em todos os lugares.
até mesmo no banco daquela pracinha.
até mesmo na fila do banco.
você sempre está lá. lá está você, sempre!
mas, sempre às dez da noite, eu te encontro no melhor e mais especial lugar que possa existir para nós dois: no meu coração.

perto.

meio que sem nenhuma
intenção, eu buscava
o seu olhar.
seu rabiscar me intrigava.
RISCA, RISCA.
DUAS VEZES. OU MELHOR, SETE.
SETE OU TRÊS?
DÚVIDAS MATEMÁTICAS NUNCA FORAM
MEU FORTE.
deixemos de lado os números
e vejamos os olhares.
olhos que se buscaram a
noite inteira.
eu no seu, o seu no meu.
olhos nos olhos,
nariz com nariz.
A LUZ APAGA, A LUZ ACENDE.
que dia era? quarta-feira?
não, era sábado! ontem!
minha memória falha, um
defeito que terá de lidar com.
FOI RÁPIDO, MAS TRANSMITIU ALGO.
TRANSMITIU? NÃO SENTI, FOI MEIO
CONGELADO. QUERIA PARAR O MOMENTO
E ANALISÁ-LO MAIS DE PERTO. ELE DE PERTO.
ELE PERTO. PERTO.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

les chansons d'amour

ou queria estar em Paris.

Creio que histórias (ou estórias, quem vai saber) de amor nunca foram o meu vício, o meu hobby ou qualquer outra palavra derivada do gênero. Mas ver três filmes seguidos que basicamente se apóiam nessa temática e não ficar apaixonado e agindo como se fosse um ator e estivesse sendo filmado fazendo um papel relativamente sensual é um pouco difícil.
Sabe, conto nos dedos (em menos de três, juro) os momentos que me senti assim, querendo viver um estória de amor. Oportunidade? É, já tive. Ai, mas se eu tivesse visto estes três filmes... acho que nem estaria aqui escrevendo isso.
Pensei em escrever uma história de amor, inventá-la, mas prefiro viver. Complicado? É, talvez seja. Mas por minha culpa. Raramente estou nesses momentos "acabei-de-ver-três-filmes". Haha, de certa forma é engraçado. Quero estar em Paris, Londres, cidades do amor, caminhar na rua saltitando à um som qualquer porém alegre, cantando, com uma, duas, três, seja quantas pessoas forem. O que vale é o amor.

O que vale é o amor.

p.s.: A propósito, os três filmes foram, na respectiva ordem, Cashback, A Fronteira da Alvorada e Canções de Amor.
p.s.2: Será que é tão difícil achar uma foto promocional que tenha os quatro na cama?

7 de Janeiro de 2009, terminado às 22:30 segundo o meu celular
(ou o que está em minhas mãos - não quero parecer possessivo).

vermelho-sangue

Quando nasceu, era cinza. Talvez por ser São Paulo, talvez por estar nublado; não sei. O tempo foi passando e continuava a ser o cinza (ou na verdade nem pensava nisso). Tempo passado e tomou gosto pelo azul. E daí que era o bebê? Isso não fazia dele nem um pouco menos masculino. Entrou pelo mundo dos tons pastéis. Uma fase. Num lapso, pensou ser o verde. Mas não, não era. Amarelo? Talvez. Talvez não. Não, não era. Pensando bem... Não. Não, não, não. Já tinha chegado à conclusão: sua cor favorita era o vermelho. E aquele do sangue.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

meio estranho falar isso num blog...

odeio quando não posso ajudar um passarinho que fica preso.
caramba, mas também macadâmia (como é que se vê o gênero do passarinho? não sou biólogo, desculpa) foi se enfiar lá em cima da parede. tipo aquelas cavas pra colocar luz, pra iluminar a sala. tipo não, porque é isso mesmo. ah, caramba! eu queria fazer alguma coisa. e ele, o passarinho/ela, a passarinha voa, mas só consegue ficar se batendo no teto. por que não vê que pra sair é só ir mais um pouco abaixo, na varanda? e eu que fiquei encarando, olhei nos olhos do bichinho/da bichinha? ah, odeio essa coisa de diferenciar sexo na língua portuguesa! com a língua inglesa (infelizmente não conheço as outras) é tão mais simples... mentira, não é. é he, she, it. mas, tipo, 'i'm going out with somebody/someone/a person' sei lá, não quero ficar mostrando que eu sei inglês. AAAAAAAAAAAAH, agora macadâmia sumiu. caramba, será que foram aqueles fios expostos? ninguém ligou a luz, já perguntei. mas cadê macadâmia?! já bati no gesso e nada. CARAMBA!
meu único desejo agora é que macadâmia tenho conseguido sair voando, certinho, de volta pra sua família, diferente da barata que minha mãe e minha irmã mataram ontem com aquele veneno. assassinas!
sim, sim, dedos cruzados, macadâmia voou, feliz, livre, leve e solta, que nem aquelas propagandas de absorvente.