sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

cinco anos...

sabe, não é muito legal saber que uma pessoa que você gosta vai viajar, morar em outro país. não, não é aquela história de intercâmbio. esse aí voltam mais cedo ou mais tarde. falo daqueles que vão pra um lugar pra morar mesmo, ficar dois, três anos, fazer faculdade, formatar vida lá... CINCO ANOS? será que isso é bom de se saber? caramba!
sabe quanto que são cinco anos? tá, tá, passam rápido. e nesse tempo de agora tá passando rápido mesmo. segundo ela, fazem seis anos que nos conhecemos. seis anos, cinco anos. parece que foi ontem, parece que vai ser daqui a séculos, milênios.
posso dizer que já estou entrando em processo de sentir saudade. a música que eu estou ouvindo também não ajuda muito. mas, caramba, cinco anos? é bastante tempo!
cinco anos sem ver, sem rir, sem chorar, sem pegar... internet não serve para relações humanas além internet, sacou?
amigo de internet é uma coisa, você conversa. os amigos são palavras, dígitos, números zero e um. carne humana, carne viva não é composta de números. e nem só de carne e osso. é muito mais, muito mais.
o que mais posso dizer de que sentirei saudades? não é essa mesmo a palavra que os norte-americanos não tem no dicionário? então. não tem outra coisa que defina melhor.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

meu problema é querer demais e...

e não fazer nada a respeito.



















a rua está parada, sempre parada. de vez em quando passa um vento, mexe nas árvores. de vez em quando passa um carro, faz um barulho. de vez em quando aparece alguém caminhando, lá do fundo, mas logo, logo passa para a outra rua e some. eu, em vão, tento acompanhar seus passos: as árvores, a distância e os meus velhos astigmatismo e miopia me impedem de ver mais adiante, acompanhar quem quer que seja, o que quer que seja.vejo a minha vida transposta no movimento da rua. e isso é triste. me vejo preso em casa, sem ter pra onde ir. são sempre os mesmos lugares: cozinha, sala do computador, televisão, quarto da mãe, quarto das irmãs, sala... e o meu quarto, aquele que é cheio de coisa, cheio de idéias, cheio de penduricalhos... mas que não vão pra frente, não seguem seu curso, nunca ficam prontos ou nunca são entregues a quem quer que seja.
minha vida está muito parada. me sinto preso, quero sair. quero quebrar essa bolha de vidro e viver, simplesmente. quero contato, quero contact. quero teatro, que música, quero cultura, quero revolução, quero brigas, quero discordâncias, quero amores, quero casos, quero inimigos, quero desavenças, quero pôr-do-sol, quero o nascer também, quero barra, quero ondina, quero campo grande, quero pelourinho, quero pituba também, quero favelas também, porque salvador não é só corredor da vitória.
chega de ilusões, tudo visto por uma bola de cristal. quero quebrá-la, já disse. limites são bons sim. mas são bons de quebrar também!
sinto que vai acontecer muita coisa ainda. é como se fosse aquele livro: você está quase no meio, ou já avançou um pouquinho dele. muita coisa já aconteceu. mas você sabe e já te disseram que muita coisa ainda vai rolar. não quero ficar na bola de vidro e só ver passar. quero viver essas coisas também. quer viver, quero ser, quero estar. danem-se os dezoito anos e a tal liberdade e o tapa na cara que a gente recebe quando sai da saia da mãe. quero viver intensamente, agora. dane-se o 'live fast, die young'. a vida é feita pra viver devagarinho, sim. mas o meu devagarinho está sendo muito lento. quero mais ação, quero mais adrenalida, endorfina, seja lá o que for. quero vida, quero vida, quero vida.
não quero tudo de uma vez, não quero um turbilhão e que tudo se acabe num segundo. quero muita coisa, devagar sim, só que mais rápido do que está.
sabe, só não quero ficar aqui parado esperando as coisas acontecendo. quero correr atrás.
"então corre, vai atrás!"

-----

dando os devidos créditos ao andré pela idéia dos limites bons, bons de serem quebrados.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

a beleza não se esconde apenas na tristeza.

De uma de minhas conversas, surgiu a idéia de que o triste era bonito. "Ouve essa música!", "É triste, mas é linda.", "Né?". Mas, pensa bem: e aqueles momentos doritos, uva e chocolate na praia? Aquilo não foi triste, foi mais do que bonito. Tintas, desenhos, deixar um deles preso na pilastra, perguntar se alguém tirou do lugar, rasgou ou viu. "Não, eu mesma peguei e coloquei no meu quarto."
Estou ouvindo a música agora, aquela que lhe mandei. Agora a vejo como bonita. E feliz. Um feliz calmo, feliz de campo, dançando no ar, dançando pela grama, pelas folhas que caem. Uma cena bucólica, sim. Mas pode ser a da praia também, a das tintas.
A beleza não se esconde apenas na tristeza.

problemas de visão.

Sim, exatamente desse jeito. Lhe digo somente a verdade: não minto. Sinto isso, sinto que me olha. Senti, na verdade. Mesmo sendo passageiro. Os olhos se enxergam e se fixam naquele momento, mesmo que por menos de um segundo. O momento congela na mente. Quando dura mais, é um deleite.
É difícil pensar com barulho. E barulho não tem fim, mesmo no lugar mais silencioso. Minha cabeça não pára. Nenhum pensamente foi retirado dela, tá tudo aqui guardado. Especialmente os momentos dos olhares. Menos de sete. Não, não, menos de sete são os especiais. O resto é o resto. Os outros são os outros e só. Olhadelas por olhar, para saber onde está, com quem está.
Mas os olhares mais distante são os que mais me deixam confusos. Aliás, minto. Os mais de perto que me deixam. Mas, falando dos distantes, a minha dúvida é saber se é um olhar ou não. Minha miopua e meu astigmatismo me atrapalham nessa hora. Sobre os mais de perto, é olho no olho, não saber o que o outro quer, o que o outro vai fazer. Mas isso é o de menos. O de mais é não saber o que eu vou fazer, não saber o que eu vou querer. Ou melhor, o que eu quero. É essa a minha dúvida cruel.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

pode parecer meio sádico. e na verdade é mesmo. mas, às vezes, receber um tapa, beliscão ou qualquer coisa que te machuque pode lhe fazer um bem danado. sim, nesse sentido de voltar ao mundo real, olhar ao seu redor, perceber o resto, tomar um rumo também. mas me refiro às coisas mais fisiológicas.
às vezes um tapa pode te fazer arrepiar o corpo. e às vezes essa sensação é boa.
ei, pera lá! eu disse às vezes!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

às vezes eu queria que isso não durasse tanto tempo assim.
sabe, é como vinho essa parte de cá: quanto mais tempo fica guardado, o dito sabor vai melhorando. ou o amor vai aumentando, se preferir que eu seja claro e direto.

"... sendo que eu assumo isso mesmo quando se diz que já acabou, ainda quero morrer de amor."

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

ainda não digeri o sentimento.
ia tentar outra noite, mas o sono me pegou mais uma vez. e não gosto de tantar passar sentimentos virtualmente. e tudo tão... elétrico. não sei explicar direito. e elétrico não é a palavra certa. mas, sabe aquelas ondinhas de informação de 0 e 1 que diz-se ter entre computadores? coisas de peer-to-peer? é, não espero que entenda. se eu não entendo essas coisas direito, que dirá você (ou vocês; afinal, nunca se sabe se está se falando com uma ou mais pessoas por essa ferramenta chamada weblog e depois abreviada inteligentemente - pelo menos pra mim é - para blog. weblog é estranho, desculpa).
mas é isso, não gosto de colocar sentimentos em letras digitais, num papel digital, numa tela. certo, massa poder ter um alcance maior. mas ainda acho que o papel é a melhor forma. pelo menos na hora de escrever. é mais da hora mesmo, sua letra sai como seu sentimento. se está com raiva, sai rabiscado. se está calma e apaixonado, a letra sai bonitinha e cheia de corações no lugar dos pingos dos is. haha, mentira.
é por isso que não venho atualizando tanto assim o blog. não gosto de repassar estes textos que escrevo em papel. é meio cansativo rever o que se escreveu. isso porque eu sempre passo a limpo pra um caderno quando acabo de fazer um texto. quer dizer, nem sempre. mas passo depois. venho deixando de fazer isso e percebi porque mesmo que eu fazia isso: organização. é bem mais fácil de achar, tudo num lugar. papéis soltos não são muito legais. mas dá uma canseira de repassar tudo aquilo a limpo. tudo bem, tudo bem. vou deixar de ser preguiçoso e vou tentar voltar à minha organização costumeira. eu disse tentar, não conseguir. mas acho que isso é bem possível. até mais ler.